Arquivo da Categoria ‘Pequenas histórias’

Rodin

Escrito em 18 de janeiro de 2010. Publicado em Pequenas histórias.

Rodin

Fotografia de Rodin feita por autor desconhecido

12-11-1840, Paris
17-11-1917, Meudon

Rodin-beijo

Enquanto os pintores franceses descobriam o impressionismo, Rodin percorria, na escultura, um caminho semelhante. Procurou novos efeitos para a escultura, oferecendo uma imagem de “insegurança”, que se traduzia em novos efeitos de luz e sombras. Junto com esses métodos de expressão inovadores, continuou a utilizar um estilo de representação que evocava as imagens heróicas tradicionais. Rodin tornou visível a manifestação da alma humana por meio de gestos e expressões enérgicos e penetrantes. Tornou-se, assim, o renovador da escultura européia, abrindo caminho para novos estilos e utilizando, ao mesmo tempo, elementos originários do expressionismo. As primeiras obras, embora ainda impregnadas de uma concepção classicista, já revelam esta tendência. Seu primeiro trabalho enviado ao Salon de Paris, Rapariga de Nariz Partido (1864), não teve seu valor reconhecido. As esculturas de Rodin iriam continuar causando, por algum tempo, a rejeição da opinião pública, como ocorreu com a obra Estátua de Balzac (1891). Outra das melhores obras de Rodin, Porta do Inferno, em que ele trabalhou desde 1880, ficou inacabada; do estúdio apenas sairia um fragmento do conjunto, a célebre escultura O Pensador. Para O Beijo (1886), supõe-se que tomou como modelo a escultora Camille Claudel, sua aluna, assistente e amante. Depois de participar na Exposição Universal de Paris, em 1900, Rodin começou a desfrutar de um crescente reconhecimento público.
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Homenagem as índias Kadiuéus

Escrito em 13 de janeiro de 2010. Publicado em Pequenas histórias, Pequenos textos.

Abaixo, cerâmica  Kadiuéu antiga.Nas pinturas das mulheres a arte Kadiuéu alcança sua mais alta expressão, aquela que melhor espelha seu caráter nacional, na fase de destribalização que vivem hoje,  eles próprios vêem nela o maior motivo de orgulho tribal.

Com estas pinturas embelezam os corpos dos jovens, os objetos de uso, desde as esteiras e couros em que dormem e com que arreiam seus cavalos e bois, até os pequenos abanos de palha, emprestando-lhes uma característica tribal inconfundível.

Quase todas as mulheres Kadiuéus praticam esta técnica, mas há verdadeiras especialidades de que o grupo se serve e entre as quais há grande competição pelo reconhecimento como as melhores artistas. Entre estas velhas pintoras encontramos as personalidades mais marcantes da tribo, as que tinham maior reconhecimento das antigas tradições, mais profunda consciência nacional e que mais se esforçavam por conservar os aspectos do antigo sistema social compatíveis com a nova situação. Uma delas, a melhor artista, é sem dúvida também a personalidade mais dominante do grupo, ninguém mais do que ela tem amigos e aliados dedicados e até fervorosos e inimigos ou desafetos tão maldizentes. Velha, encarquilhada, com os olhos já meio cobertos de cataratas, ela pinta como nenhuma outra ,dança e se diverte como as mais moças e ainda exerce suas atribuições de cabeça de família e de velha, criando alguns dos mais belos cantos lamentosos que ouvimos, e controlando a vida de todos os parentes. Esta mulher, cujo nome é Anoã, conheceu Boggiani quando mocinha.

Os padrões de pintura constituem um patrimônio cultural e cada artista tem seus preferidos que combina em inúmeras variações. Em sua obra clássica, Guido Boggiani registrou muitos desenhos que encontramos estampados nos couros e noutros objetos ou nos  foram reproduzidos em cadernos.  Este fato indica que a artista não cria os padrões, seu papel consiste  em combiná-los com gosto, quando muito acrescentando pequenas variações. Mas é obvio que eles foram criados por alguém e as mais eximias desenhistas de hoje, como as antigas, podem elaborar novos desenhos que, se forem do agrado do grupo, provavelmente passarão a constituir modelos de que outros artistas, de agora ou do futuro, lançarão mão em suas composições.

Bibliografia: Arte dos Indios kadiuéus(Darcy Ribeiro) .

O trabalho abaixo foi feito em homenagem às artistas kadiuéus

Título da obra:Homenagem ás índias Kadiuéus

Este trabalho fiz em homenagem as artistas Kadiuéus.

Tamanho:(20x30cm) Técnica: Guache e nanquim sobre papel. Silvana Annes

 

Miguel Angelo Buonarotti

Escrito em 12 de janeiro de 2010. Publicado em Pequenas histórias, Pequenos textos.

Perguntado sobre como era criar uma obra de Arte, Miguelângelo respondeu:

“Dentro da pedra já existe uma obra de Arte, eu apenas tiro o excesso de mármore! Dentro de você já existe uma linda obra de Arte, a mais bela do universo. Seu grande desafio é retirar o excesso de mármore e completá-la.

Nós somos os artistas da nossa criação.

A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser.

Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda.

A grande glória do ser humano é poder participar de sua auto criação.

Miguelângelo Buonarótti

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