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Matisse…

Escrito em 23 de abril de 2010. Publicado em Fotos de viagens, Pequenos textos.

Eternamente... Matisse-Dance by Matisse-(1869-1954)

A dança

Por Miriam Lamas Baiak
O universo inteiro está em movimento; a terra, a água, o ar, os corpos celeste, os seres vivos, etc. Tudo tem seu próprio movimento e ritmo, sendo ele voluntário ou não, consciente ou inconsciente. É através do movimento das coisas que a história se faz; e foi através do movimento corporal que o homem primitivo começou a construir uma nova linguagem, a linguagem da dança; antes dele falar, escrever, ele dançou.
O homem começou a dançar para expressar-se, comunicar-se com sua tribo e com os Deuses; pela exuberância física; para a fertilidade da terra e do homem; em nascimentos, casamentos e falecimentos; para pedir Sol ou chuva. A dança estava constantemente presente na sua vida; e durante os anos o homem foi codificando e decodificando seus próprios movimentos de acordo com suas crenças, necessidades e habilidades; e assim as diferentes danças surgiram em cada canto do mundo; cada qual com sua particularidade; e todas fazem parte da linguagem universal da dança; universal porque todas buscam o movimento independente de sua forma ou finalidade.
O homem primitivo dançava porque não sabia falar, hoje os homens falam, mas continuam dançando, não como antes, mas dançam, mesmo depois de anos de evolução e transformação. Nós, talvez, continuamos dançando porque o movimento faz parte de nossas vidas; porque a dança fortalece a saúde e o espírito. A dança é uma linguagem universal, através da qual o corpo se expressa, e os humanos se entendem. Assim como todas as artes, a dança tem um papel importante na sociedade, a de unir homens, natureza e de um ser muito maior do que nós; além de desenvolver a piscomotricidade, a criatividade, a convivência social, o raciocínio, entre tantas outras coisas que contribuem para a formação de um cidadão.
Como diz Santo Agostinho: “…Ó homem aprende a dançar! Caso contrario, os anjos não saberão o que fazer contigo”.

Miriam Lamas Baiak

Referências:

PORTINARI, M. História da dança. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1989.

WOSIEN, B. Dança – uma caminho para a totalidade. Trad. de Maria Leonor Rodenbach e Raphael de Haro Júnior. 1 ed. São Paulo: Triom, 2000.

WOSNIAK, CRISTIANE. História da dança. Curitiba, FAP, 2003. Disciplina de História da Dança. Curso de Dança. Apostila.

Pros erros há perdão

Escrito em 24 de janeiro de 2010. Publicado em Pequenos textos.

“Pros erros há perdão, pros fracassos chance, pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

Luiz Fernando Veríssimo.

Retificando:

O texto acima é parte de outro texto escrito por Sarah Westphal Batista da Silva, conforme o próprio Luiz Fernando Veríssimo escreveu em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo.

Vocês podem ler o texto integral  no Blog abaixo:

www.aguilera22.blogspot.com

Homenagem as índias Kadiuéus

Escrito em 13 de janeiro de 2010. Publicado em Pequenas histórias, Pequenos textos.

Abaixo, cerâmica  Kadiuéu antiga.Nas pinturas das mulheres a arte Kadiuéu alcança sua mais alta expressão, aquela que melhor espelha seu caráter nacional, na fase de destribalização que vivem hoje,  eles próprios vêem nela o maior motivo de orgulho tribal.

Com estas pinturas embelezam os corpos dos jovens, os objetos de uso, desde as esteiras e couros em que dormem e com que arreiam seus cavalos e bois, até os pequenos abanos de palha, emprestando-lhes uma característica tribal inconfundível.

Quase todas as mulheres Kadiuéus praticam esta técnica, mas há verdadeiras especialidades de que o grupo se serve e entre as quais há grande competição pelo reconhecimento como as melhores artistas. Entre estas velhas pintoras encontramos as personalidades mais marcantes da tribo, as que tinham maior reconhecimento das antigas tradições, mais profunda consciência nacional e que mais se esforçavam por conservar os aspectos do antigo sistema social compatíveis com a nova situação. Uma delas, a melhor artista, é sem dúvida também a personalidade mais dominante do grupo, ninguém mais do que ela tem amigos e aliados dedicados e até fervorosos e inimigos ou desafetos tão maldizentes. Velha, encarquilhada, com os olhos já meio cobertos de cataratas, ela pinta como nenhuma outra ,dança e se diverte como as mais moças e ainda exerce suas atribuições de cabeça de família e de velha, criando alguns dos mais belos cantos lamentosos que ouvimos, e controlando a vida de todos os parentes. Esta mulher, cujo nome é Anoã, conheceu Boggiani quando mocinha.

Os padrões de pintura constituem um patrimônio cultural e cada artista tem seus preferidos que combina em inúmeras variações. Em sua obra clássica, Guido Boggiani registrou muitos desenhos que encontramos estampados nos couros e noutros objetos ou nos  foram reproduzidos em cadernos.  Este fato indica que a artista não cria os padrões, seu papel consiste  em combiná-los com gosto, quando muito acrescentando pequenas variações. Mas é obvio que eles foram criados por alguém e as mais eximias desenhistas de hoje, como as antigas, podem elaborar novos desenhos que, se forem do agrado do grupo, provavelmente passarão a constituir modelos de que outros artistas, de agora ou do futuro, lançarão mão em suas composições.

Bibliografia: Arte dos Indios kadiuéus(Darcy Ribeiro) .

O trabalho abaixo foi feito em homenagem às artistas kadiuéus

Título da obra:Homenagem ás índias Kadiuéus

Este trabalho fiz em homenagem as artistas Kadiuéus.

Tamanho:(20x30cm) Técnica: Guache e nanquim sobre papel. Silvana Annes

 

Miguel Angelo Buonarotti

Escrito em 12 de janeiro de 2010. Publicado em Pequenas histórias, Pequenos textos.

Perguntado sobre como era criar uma obra de Arte, Miguelângelo respondeu:

“Dentro da pedra já existe uma obra de Arte, eu apenas tiro o excesso de mármore! Dentro de você já existe uma linda obra de Arte, a mais bela do universo. Seu grande desafio é retirar o excesso de mármore e completá-la.

Nós somos os artistas da nossa criação.

A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser.

Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda.

A grande glória do ser humano é poder participar de sua auto criação.

Miguelângelo Buonarótti

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